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Posted by on mai 28, 2012 in Brasil

Após revelação de Xuxa Meneguel, vítimas de abuso são estimuladas a denunciar agressores


Há uma semana, em plena noite de domingo, Xuxa surpreendeu o Brasil ao contar ter sido vítima de abusos até os 13 anos, por adultos próximos. Ao revelar ao “Fantástico”, no domingo passado, o abuso sexual que sofreu, Xuxa trouxe à luz a angústia de quem passa por isso. Um dos resultados nos dias seguintes, o número de ligações para o disque 100, serviço do governo federal que recebe denúncias de violação aos direitos humanos, saltou dos habituais 80 mil para 112 mil telefonemas em um só dia. Um aumento de quase 50%. Em grande parte dos casos, a família demora a perceber que algo está errado.

Ao contar sua história, entre lágrimas, Xuxa mostrou também que os abusos não são novidade, apesar de aparecerem mais agora. O Hospital Pérola Byington, de São Paulo, referência no atendimento de vítimas de violência sexual, registra de 12 a 14 casos por dia. Além da agilidade da polícia, o que mudou nos últimos 40 anos foi a criação de instrumentos que facilitam as denúncias.

Desde o ano 2000, 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-juvenil, o que estimula a realização de campanhas de prevenção no país.

Para a equipe médica do hospital, mudanças bruscas de comportamento podem ser reflexo de violência sexual.  “Crianças que já tenham superado essa fase de desenvolvimento e voltam a fazer xixi na cama no período noturno, crianças que passam a ter um temor específico de ficar sozinhas com determinado adulto, crianças que por marcas da violência que possam ter vão utilizar roupas fechadas num período de calor, incompatível com aquele ambiente, enfim, a criança sempre dá o sinal de que algo não vai bem na vida dela”, diz o médico Jefferson Drezett.

Os registros do hospital mostram uma clara diferença entre a violência sexual sofrida por mulheres adultas e por crianças. No caso das mulheres, o agressor é um desconhecido que age em lugares públicos. No caso das crianças, o abuso acontece dentro de casa por pessoas que deveriam protegê-las.

(Com informações G1)

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