O Tribunal Especial para Serra Leoa (TESL) condenou nesta quarta-feira (30) a 50 anos de prisão o ex-presidente da Libéria Charles Taylor por crimes de guerra e lesa-humanidade cometidos durante a guerra civil que assolou Serra Leoa entre 1991 e 2002.
“O tribunal o condena de forma unânime a uma pena única de 50 anos de cárcere”, disse o juiz Richard Lussick, em Leidschendam, próximo a Haia, na Holanda.
“O acusado é responsável por ter ajudado, estimulado e planejado alguns dos crimes mais odiosos da história da humanidade”, completou Lussick.
Taylor, de 64 anos, cumprirá a pena no Reino Unido por conta de um acordo com o tribunal, que não emite condenações a prisão perpétua.
Os juízes consideraram especialmente o “tremendo sofrimento” das vítimas na hora de impor sua pena, e rejeitaram os fatores atenuantes, como idade, saúde e circunstâncias familiares de Taylor, propostos pela defesa.
O ex-presidente da Libéria (1997-2003) criou e pôs em andamento uma campanha de terror com o objetivo de controlar Serra Leoa e poder explorar seus diamantes, durante uma guerra civil que deixou 120 mil mortos entre 1991 e 2001.



