Colégios eleitorais no Egito abrem para segundo turno em meio a caos político
Sem Constituição, e agora sem Parlamento. Os egípcios começam neste sábado o segundo turno das eleições sem saber quais regras vão reger o mandato do primeiro presidente democrático do país desde a independência.
Mais de 50 milhões de egípcios foram convocados às urnas para escolher o primeiro presidente da democracia do Egito, em um pleito nos quais deverão escolher entre o islamita Mohammed Mursi e o general reformado Ahmed Shafiq, último primeiro-ministro de Hosni Mubarak.
O pleito acontece sob o caos políticoprovocado pela decisão, na quarta-feira, do Tribunal Constitucional de anular a composição do Parlamento atual, dominado pelos islamitas. A medida, baseada em uma brecha na lei eleitoral, foi descrita pela Irmandade Muçulmana e por forças políticas do movimento revolucionáriocomo um verdadeiro ”golpe de estado”orquestrado pelos militares no poder. O Tribunal também cancelou a lei que impedia Shafiq de concorrer à Presidência por causa de sua ligação com o antigo regime.
Os egípcios deverão escolher uma das duas opções em uma votação que será realizada hoje e amanhã, e que contará com a supervisão de mais de 14 mil juízes divididos em cerca de 13.100 colégios eleitorais de todo o país.
Apesar dos protestos de grupos islâmicos e de outras correntes contrárias ao regime de Mubarak, o ex-premiê Ahmed Shafiq conseguiu entrar entre os presidenciáveis após um recurso judicial a uma medida que retirou outros 11 postulantes. No primeiro turno, em 23 e 24 de maio, terminou em segundo, com 23% dos votos.



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