Muamar Kadafi teria financiado campanha de Nicolas Sarkozy, que nega acusações
Um contrato de 2007 pelo qual a França vendeu ao regime líbio de Muamar Kadafi um sistema de espionagem pela internet pode ter servido para financiar a campanha eleitoral há cinco anos do atual presidente francês, Nicolas Sarkozy, segundo documentos publicados nesta terça-feira, 13, pelo jornal “Libération”.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, negou na noite de segunda-feira ter recebido dinheiro do ex-ditador da Líbia, Muamar Kadafi, para a sua campanha eleitoral em 2007, informou nesta terça-feira a rede CNN. Sarkozy disse que o filho do ditador, Saif al-Islam, que espalhou o boato, é “conhecido por falar bobagens” e o desafiou a provar as doações.
“Essas acusações são grotescas”, disse o atual presidente e favorito nas pesquisas de opinião sobre as eleições presidenciais francesas, marcadas para 22 de abril. A poucas semanas do pleito, circulam na internet as acusações de Saif de março de 2011, pouco antes da intervenção da Otan na Líbia, liderada pela França, que culminou com a morte de Muamar Kadafi e a queda do regime. “Sarkozy deveria devolver o dinheiro que aceitou da Líbia para financiar sua campanha eleitoral. Fomos nós que financiamos a sua campanha, e temos a prova disso”, disse Saif al-Islam na época.
A base das suspeitas são notas, agora em poder da Justiça, de Jean-Charles Brisard, responsável de uma empresa de espionagem e amigo do médico Didier Grosskopf, que tratou membros da família Kadafi.
Essas notas possuem anotações de Brisard que resumem conversas com Grosskopf no qual o médico lhe contava sobre as operações que testemunhou na Líbia, e em particular a participação da negociação com o intermediário, o franco-libanês Ziad Takieddine.



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