Itália, Espanha, Reino Unido e Canadá, a exemplo da Austrália, Alemanha e França, determinaram a expulsão de representantes diplomáticos sírios em um movimento conjunto de repúdio ao massacre de Houla.
Outros países devem tomar medidas semelhantes, aumentando assim a pressão diplomática sobre o contestado regime do presidente Bashar al Assad, que desde março do ano passado reprime violentamente uma rebelião contra seu governo.
A Alemanha anunciou sua decisão afirmando ter sido tomada de forma coordenada com “EUA, França, Reino Unido e outros parceiros”.
Pelo menos 108 pessoas, dos quais das quais 49 eram crianças, morreram neste final de semana, em um dos mais sangrentos episódios da onda de revoltas que abala a Síria há cerca de 14 meses.
Uma investigação preliminar das Nações Unidas apontou que a maioria dessas mortes na cidade de Houla, no centro da Síria, foi por conta de execuções, segundo moradores, por milicianos favoráveis ao regime.
O governo sírio nega responsabilidade pelo episódio e atribui o massacre ao que denomina de “terroristas”, os insurgentes.
A reação dos países ocidentais mostra, no entanto, que a versão de Damasco teve pouca credibilidade.
O presidente da França, François Hollande, disse que a expulsão da embaixadora da Síria será notificada a ela até quarta feira. Ele anunciou ainda que o grupo de países “amigos da Síria” se reunirá em julho em Paris.
“Tive uma conversa ontem (segunda-feira) com David Cameron, o primeiro-ministro britânico. Laurent Fabius, ministro das Relações Exteriores, conversou com o secretário-geral das Nações Unidas e concordamos com uma série de medidas de pressão contra a Síria”, disse Hollande.
O presidente francês anunciou que entre as decisões está “a expulsão da embaixadora da Síria na França”.

