O Governo brasileiro rejeitou nesta quarta-feira as denúncias apresentadas perante a OEA contra a missão de paz no Haiti, e disse “desconhecer” as acusações de que tenha cometido “massacres” ou se omitido perante abusos da Polícia haitiana.
A denúncia foi entregue na terça-feira à Comissão Interamericana de Direitos Humanos – vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA) – por sete grupos humanitários americanos integrados na chamada Rede de Ação Haitiana.
Além do Brasil, integram a missão da ONU no Haiti militares da Argentina, Canadá, Croácia, Chile, Equador, Espanha, Filipinas, França, Guatemala, Peru e Uruguai, entre outros países, totalizando 6.300 homens.
Segundo a acusação, o Brasil, como responsável pela missão militar da ONU no Haiti, foi cúmplice e até participante ativo de uma “terrível campanha” contra partidários do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide.
Em nota oficial divulgada hoje, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil qualificou as acusações de “genéricas” e afirmou que desde que a missão de paz chegou ao Haiti houve uma “diminuição sistemática e consistente” da violência.
O Governo brasileiro afirma desconhecer casos semelhantes e que, “pelo contrário, tem recebido manifestações inequívocas, de representantes do Governo e da sociedade haitianos, de apoio e agradecimento pela ação de estabilização no Haiti”.
Segundo a nota, “nenhuma força política ou organização da sociedade no Haiti fez chegar ao Governo brasileiro qualquer espécie de acusação de violação dos direitos humanos ou conivência por parte de tropas ou comandos brasileiros” O comunicado acrescenta ainda que “a atuação das tropas e do comando brasileiro tem sido objeto de agradecimento formal por parte do Governo haitiano e de inúmeras lideranças políticas do Haiti, inclusive do partido Lavalas”, que apóia o retorno de Aristide.
fonte: yahoo
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