Os evangélicos pentecostais têm, no comparativo entre religiões, o menor nível educacional, em média, 5,3 anos de estudo. Os espíritas apresentam a maior média de estudos, 9,6 anos. Os dados são do Censo Demográfico 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Seguidores do candomblé e da umbanda apresentam a segunda maior média de estudos, com 7,2 anos. Depois vêm os evangélicos históricos, com 6,9 anos; as Testemunhas de Jeová, com 6,49 anos; os católicos romanos, com 5,8 anos de estudo; e os sem-religião, com 5,6 anos de estudo.
As religiões, no Brasil, que têm o maior número de pessoas de cor branca entre os seguidores são o judaísmo, com 96,4%; os evangélicos luteranos, com 95,8%, e o islamismo, com 88%. O maior contingente de amarelos encontra-se, segundo o Censo 2000, no budismo, com 37,8%, e outras religiões orientais, com 36,6%.
O maior número de pretos aparece nas religiões afro, despontando em primeiro lugar o candomblé, com 22,8%; a umbanda, com 16,7%, a casa da bênção, com 10% e os sem-religião, com 9,3%. A maior proporção de pardos encontra-se na Igreja Católica, com 48,5%, na Assembléia de Deus, com 47,5%, e na igreja Deus é Amor, com 45,9%.
O Censo 2000 também mostrou a relação anos de escolaridade e o nível de rendimentos. Os espíritas ganhavam, quando do levantamento do IBGE, quase três vezes mais do que os evangélicos pentecostais: uma média de 700,00 reais contra 260,00 reais (cerca de 318 dólares contra 118 dólares).
Na análise do conjunto das religiões e a relação com o nível de rendimento, os judeus apresentaram o melhor resultado: 35,4% ganhavam mais de 20 salários mínimos e apenas 1,8% recebia até um salário mínimo. Os espíritas ganhavam, então, de cinco a dez salários mínimos, segundo o Censo 2000.
O salário mínimo em maio de 2000 era de 151,00 reais (o que equivalia, então, a 83,6 dólares). Em maio de 2005, o salário mínimo foi reajustado para 300 reais por mês, o que equivale, hoje, a 136 dólares.
Fonte: ALC Notícias
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