BAURÚ, SP – Emdurb promove prova prática em cemitério para preencher cargo.
(Fonte: Bom Dia Baurú) – Hoje, a família de João Aparecido Barbosa, 44 anos, vai saber pelo BOM DIA que o operador de máquinas prestou ontem pela manhã a prova prática para coveiro. “Não comentei com minha mulher e filho para não assustá-los”, diz João.
Ele é um dos 17 inscritos que concorrem à única vaga disponibilizada pela Emdurb. Os candidatos realizaram a etapa prática da seleção no Cemitério do Redentor.
“Não foi difícil. Encarei como uma nova experiência”, conta. Como evangélico, ele afirma não ter medo dos mortos.
Tão pouco Izilda Porto Barbosa se assusta com histórias de assombrações. Apenas ela e uma outra mulher se inscreveram para ser coveiras. “O pior é a pá, que é pesada. Mas já sei lidar com ela”, diz, após fazer a prova.
“Estão tirando ossos de verdade”, alerta Ana Cecília Félix, 46 anos, assessora da Emdurb e responsável pelos testes. “A idéia da prova prática é colocar o candidato em contato com a realidade do trabalho. Muita gente chega aqui e desiste quando vê os ossos”, conta.
Alguns dos critérios da avaliação prática são a capacidade de abrir covas, manuseio das ferramentas e a exumação em si.
Segundo Ana, a Emdurb não abria vagas para o cargo há mais de dez anos – é por isso que a população não conhece o processo seletivo.
Os candidatos que fizerem mais de 35 pontos na prova prática (ou seja, mais de 50% do total) passarão para a etapa classificatória. Essa última etapa é composta de uma prova escrita e será realizada neste domingo.
Preconceito ou medo?
A supervisora acredita que as pessoas ainda hesitam em procurar essa profissão. “Considerando o alto grau do desemprego, tivemos poucas inscrições.”, afirma.
O salário pago em Bauru a um coveiro ingressante, segundo a funcionária da Emdurb, é R$ 450. O coveiro recebe também vale alimentação e um adicional por insalubridade.
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