09-Set-2010
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Psicóloga realizará curso voltado a identificar e tratar vítimas de pedofilia

Postada em: quinta-feira, 26 de março de 2009 11:15h  |  Sociedade  |  Sem comentários  |  A A A

Doutora em Psicologia e coordenadora do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (Laprev) da Universidade de São Carlos, a professora Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams classificou de “tragédia” a suspeita de abuso sexual contra pelo menos 40 crianças e adolescentes em Catanduva, cidade localizada a 385 km de São Paulo.

Ela chegará nesta quinta-feira (26) à cidade do interior paulista para encontrar diretores de escolas, integrantes do conselho tutelar e funcionários da Justiça. Vai combinar com eles a realização de um curso voltado a identificar e tratar vítimas.

Lúcia Cavalcanti disse ao G1 que o curso, de caráter preventivo, faz parte do programa Escola que Protege, do Ministério da Educação, voltado a cidades brasileiras próximas a rotas de exploração sexual, onde estatísticas mostraram crianças desprotegidas da ação de exploradores sexuais.

De acordo com Lúcia, Catanduva entrou no roteiro após a eclosão das denúncias, a partir de dezembro do ano passado. A cidade terá tratamento diferenciado. “Em Catanduva, como houve essa tragédia, vamos adaptar o projeto à demanda”, afirmou.

De acordo com Lúcia, outras 17 cidades paulistas são alvo do programa Escola que Protege em 2009, por serem consideradas próximas de rotas de exploração sexual. Além da capital paulista, as cidades de Campinas, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana do Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

O curso tem 60 horas de duração e, de acordo com a professora, nem todas as aulas são teóricas. Há também atividades práticas e de consultoria. Até agora, de acordo com ela, o curso de capacitação atendeu mil professores do ensino básico e cerca de 200 profissionais da área forense.

Lúcia conta que o projeto começou em 2005, com um projeto e tese de mestrado – defendido em 2006 – pela professora Rachel Brino, que trabalhou com professores de escolas infantis mostrando que eles podem ser úteis na prevenção do abuso sexual infantil.

Fonte: G1

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