Nesta terça, foi divulgada a informação de que a Justiça aceitou denúncia do MP por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha contra o fundador da igreja, o bispo Edir Macedo, e outras nove pessoas.
Ao jornal “Folha de S.Paulo”, o advogado Arthur Lavigne disse que tanto a Unimetro quanto a Cremo tiveram suas contas aprovadas pela Receita Federal. Ele negou fraudes e disse que a Universal e seus integrantes são perseguidos pelo Ministério Público Estadual.
Entenda o caso
De acordo com o MP, os denunciados integram um grupo que supostamente remetia os recursos oriundos de doações dos fiéis da igreja para duas empresas: a Unimetro Empreendimentos S/A e a Cremo Empreendimentos S/A. Segundo os promotores, são empresas de fachada, pertencentes aos denunciados e instaladas em um mesmo endereço.
Segundo comunicado divulgado pelo Ministério Público, “para os promotores, ficou comprovado que o dinheiro das doações, em vez de ser utilizado para a manutenção dos cultos, era desviado para atender a interesses particulares dos denunciados”.
O comunicado diz que Cremo e a Unimetro “remetiam esses recursos para empresas localizadas em paraísos fiscais”. Segundo o MP, “o esquema garantia que o dinheiro retornasse ao Brasil em forma de contratos de mútuo celebrados com intermediários que fazem parte do grupo acusado, e fosse utilizado na compra de empresas de comunicação”.
Em 2004 e 2005, de acordo com o MP, as duas empresas “foram responsáveis pela movimentação, ocultação e dissimulação de mais de R$ 71 milhões”.
Assista a reportagem da Globo News:
Fonte: G1
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